Aplausos à lingua inglesa
I am happy.
Se você entende ao menos um pouco de inglês, pode traduzir aquilo ali. Nada muito complexo, é verdade, sujeito, verbo, adjetivo. Acabou.
A questão é justamente como você traduz. Eu sou feliz? Eu estou feliz? Duas opções, ambas certas.
Venho aqui contestar que a língua inglesa nos propõe algo que a nossa língua nos nega: o benefício da dúvida. Nós temos um verbo ser, e um verbo estar. Eles tem um verbo só pra ambos.
Por que esse apontamento todo?, talvez você se pergunte. Pois bem. Não existe verbo ser. Nós não somos.
Está tudo mutável. Até o fato de tudo estar mutável está mutável. Não podemos colocar que somos algo por que, se levarmos em conta, apenas estamos algo. Não durará pra sempre. Não funciona dessa forma.
- Eu sou feio.
Não. Você está feio. Envelhecer é um verbo que as vezes resolve ou mesmo cria este problema.
- Eu sou feliz.
Não. Você está feliz. Não vai durar, simplesmente por que a felicidade acaba.
- Eu sou alto.
Mas não foi sempre. Você está alto agora, quando era bebê era consideravelmente baixo.
- Eu sou idiota.
Continuar estando idiota é uma escolha sua. Nada te impede de amadurecer e pensar francamente.
Não somos. Simplesmente não podemos ser. Os adjetivos não nos permitem que sejamos, já que são todos consqüências de momento. Nada dura pra sempre. Nada.
Quando você perceber que nasceu loiro, baixinho, gordinho, de olhos verdes, fofo e sem conhecimento nenhum, pra se tornar um cara de cabelo castanho, alto, magro, de olhos castanhos, esquisito e - talvez - com bastante conhecimento, você vai ver que só algo realmente é: O tempo. Imutável, impiedoso, inconseqüente.
Se você entende ao menos um pouco de inglês, pode traduzir aquilo ali. Nada muito complexo, é verdade, sujeito, verbo, adjetivo. Acabou.
A questão é justamente como você traduz. Eu sou feliz? Eu estou feliz? Duas opções, ambas certas.
Venho aqui contestar que a língua inglesa nos propõe algo que a nossa língua nos nega: o benefício da dúvida. Nós temos um verbo ser, e um verbo estar. Eles tem um verbo só pra ambos.
Por que esse apontamento todo?, talvez você se pergunte. Pois bem. Não existe verbo ser. Nós não somos.
Está tudo mutável. Até o fato de tudo estar mutável está mutável. Não podemos colocar que somos algo por que, se levarmos em conta, apenas estamos algo. Não durará pra sempre. Não funciona dessa forma.
- Eu sou feio.
Não. Você está feio. Envelhecer é um verbo que as vezes resolve ou mesmo cria este problema.
- Eu sou feliz.
Não. Você está feliz. Não vai durar, simplesmente por que a felicidade acaba.
- Eu sou alto.
Mas não foi sempre. Você está alto agora, quando era bebê era consideravelmente baixo.
- Eu sou idiota.
Continuar estando idiota é uma escolha sua. Nada te impede de amadurecer e pensar francamente.
Não somos. Simplesmente não podemos ser. Os adjetivos não nos permitem que sejamos, já que são todos consqüências de momento. Nada dura pra sempre. Nada.
Quando você perceber que nasceu loiro, baixinho, gordinho, de olhos verdes, fofo e sem conhecimento nenhum, pra se tornar um cara de cabelo castanho, alto, magro, de olhos castanhos, esquisito e - talvez - com bastante conhecimento, você vai ver que só algo realmente é: O tempo. Imutável, impiedoso, inconseqüente.
Comentários
Bom, de fato estamos sujeitos a mudança o tempo todo, mas isso não quer dizer que tudo na vida vai mudar. Creio eu.
A respeito sobre seu respeito a lingua Inglesa, eu respeito! Mas ainda prefiro esse fantastico Portugues que tanto me alucina. Nela as pessoas sentem o que vc sentiu, "como está", "como vc é"! xD não é?!
* e pra terminar o curso do discurso...
... sobre a parte de a felicidade se findar, não acredito em tal fato. Pois se alguem disser que a felicidade para ele terminou é porque realmente ela nunca existiu ;)
me calei. =x
No mais, bons tempos aqueles em que as coisas estavam bem; mas como o verbo pressupõe, inexoravelmente, deixaram de estar. Claro que isso também pressupõe que elas possam voltar a ser e assim infinitamente.
Muito bom o texto, Ked.
Muito mesmo.