Uma crítica aos críticos críticos que criticam os críticos criticáveis ou não.

O crítico vem aqui para lhes contar algo: traí meus princípios.
Deixei de ser chato e descobri que na verdade tudo é legal. Só basta olhar com os olhos certos.
Eu odiava funk. Mas, céus, as pessoas se divertem tanto sendo promíscuas e praticamente dando sem calcinha na calada da noite enquanto o suor escorre pelo seus corpos e o calor emana do próximo que, talvez, eles realmente estejam alegres assim.
Eu odiava televisão. Mas é tão legal quando a minha mãe passa uma hora inteira feito um zumbi curtindo o cotidiano de outras pessoas finalmente sem se preocupar com a própria rotina, que eu acho que talvez ela esteja feliz assim.
Eu odiava geometria. E isso não mudou.
O que quero com esse texto todo (que até agora está pequeno, até), é mostrar como tudo é uma questão de situação: as pessoas gostam de coisas diferentes e pra elas determinada coisa é ótima enquanto pra você é uma bela porcaria. O hipócrita aqui continua odiando funk e televisão e não acha isso errado, por que, na minha situação, são coisas toscas e horríveis. E na concepção de outra pessoa livros são horríveis e axé uma maravilha. E os argumentos são inválidos para ambos os lados, também: "As letras são ridículas!", mas na concepção deles são engraçadas e divertidas.
"São um porre e eu não gosto de ler", errado, você não tem o hábito.
Então, eu como crítico (leia-se "chato") vim fazer uma crítica aos críticos que críticam mesmo eu sendo um e não querendo criticar os críticos críticos. É fácil atribuir adjetivos mostrando como o seu modo de pensar é melhor que o dos outros só pelo fato de que seu vocabulário é mais desenvolvido e possui palavras como "Ultrajante". Pro inferno. Eu ouço Britney e se na sua concepção é um nojo, diga-me todo poderoso ser que só gosta de coisas boas o que você ouve e pode ter certeza que nem tudo vai condizer.
Como diria o Mc Donald's à um bom tempo atrás com uma campanha até bem legal sobre gatos e cachorros de pelúcia: Vivam as diferenças!

Comentários

Unknown disse…
Creuuuuuuuuu!!!!
Mikaellis disse…
Eu procuro não criticar nada na minha vida, quem sou eu pra criticar alguém? Mas também não ligo pra quem critica alguém, afinal quem sou eu pra criticar quem critica alguém? Não acho certo criticar quem critica a critica de alguém, quem sou eu pra criticar quem critica a critica de alguém? Também não critico a critica de quem ciriticou a critica de alguém.......
Victor disse…
Eu já aprendi a respeitar as diferenças, e deixar as pessoas serem felizes aproveitando seja lá o que elas gostam.
Mas pondere por um instante se é mais fácil convencer um pessoa não alienada a deixar a mente mais aberta (ou pelo menos não deixar claro para todo o mundo como ela odeia tudo o que o povão gosta) ou é mais fácil convencer disso um ser que nunca abriu um livro na vida e dorme em todas as aulas que não são dadas por aquela professora "palpável".
E só acho que só é hipocrisia quando não se tem conhecimento sobre e ataca-se ainda assim. Você, por exemplo, já assistiu Big Brother o suficiente para ver a qualidade daquele programa. Agora vai perguntar pro típico telespectador de Big Brother se ele já leu certo livro pra ver o resultado (claro que eu estou fazendo uma generalização absurda, mas você entendeu aonde eu quero chegar).
Claro que enquanto isso estiver divertindo o outro e eu isso não me afetar, quem sou eu para mudar as pessoas da água pro vinho?
É a mesma coisa que esperar que eu passe a ser mais mente aberta com funk, novelas de televisão e álgebra só porque certo Ked sugeriu que sou hipócrita. :3
Anônimo disse…
Concordo com o Défi que é aceitável odiar determinada coisa se há o devido conhecimento sobre ela, afinal você não é obrigado a gostar de nada.
O que não dá para fazer é julgar, dizer que quem não gosta está certo e quem não gosta está errado. Ou querer impor, como sendo fato e não opinião, que x é bom e y é ruim.
Mas como eu tenho certeza de que isso definitivamente não é algo que você faça, desconsidere.

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