Schandenfreud

O gato corre subitamente em disparada pela casa desviando de objetos absurdamente perigosos como mesas, cadeiras, lareiras e etc, num frenesi digno de filme de perseguição com carros movidos à gasolina Petrobras (auto-suficientes em petróleo, há!). O rato corre subitamente em disparada pela casa desviando de objetos absurdamente perigosos como pernas de mesas, pernas de cadeiras, lenha para lareiras e etc, num frenesi digno de filme de perseguição com carros da Disney cheio de rodas que resolvem estourar na última volta e afins. O diferencial é que o rato foge e o gato persegue, já que eles estão desviando dos mesmos objetos só que em posições diferentes. Envolva agora algumas tábuas de passar, bigornas, bolas de boliche, pianos e coisas do tipo ACME e você tem Tom e Jerry. Um ótimo desenho infantil que rendeu boas gargalhadas para a grande maioria da população brasileira que não tem TV por assinatura e não fica assistindo Poko durante a madrugada (quando podia estar vendo um pornô qualquer bem mais produtivo). Essas crianças que viram Tom e Jerry foram felizes, se divertiram, riram e se desenvolveram (talvez até mais) que as que assistem Poko ou mesmo o pornôzão bem mais produtivo. Todavia, por que cargas d'água essas crianças riam do desenho animado mais famoso de Hanna Barbera?
A resposta é simples: a desgraça alheia diverte o povo. É ótimo quando algo ruim acontece com alguém que não você e você pode rir disso sem maiores problemas. Vamos lá, em coro, riam da bigorna que acaba de cair na cabeça do Tom (e que geraria um lindo traumatismo craniano caso o gato possuísse ossos). É uma lógica simples e funcional. Não é comigo? Foda-se, rio mesmo.
Percebam pelas piadas em contamos hoje em dia onde, na grande maioria das vezes, ou há um preconceito absurdo contras seres estereotipados da sociedade (loiras, portugueses, gays, advogados, bêbados, baianos [...]), ou há algo de muito ruim que acontece subitamente sem que o ouvinte espere com algum personagem. É a graça da vida, rir do que as pessoas passam e que você, no momento, sente-se feliz em não passar.
Todavia, não acho que seja exatamente engraçado ter uma bola de boliche jogada sobre seu pé, tampouco bater a cara em paredes assumindo formas caricatas que até Deus duvida. Se quiser experimentar, a gente pode arranjar um rato pra você, já que, no fundo no fundo, a gente sabe que em 98% dos casos o rato sai ganhando. Sempre o perseguido, nunca o perseguidor.
Porém, sempre torci pro Tom, pro Coiote, pro Frajola, pro...

Comentários

Anônimo disse…
Bom, o que dizer... Acho que a desgraça alheia me divertia também. Mas se tratando de desenhos animados, acho que a gente ri mesmo é dos exageros. Como o exagero que há na deformação que os desenhos assumem. Aí tem o tal do Chaves né, que mesmo sem nenhuma deformação aparente no corpo dos ators, fica também não tem ossos. Se tivessem, meu Deus, quantas fraturas não deveriam sair dali.

Mas sinceramente, eu deixei de gostar, tanto dos desenhos quanto do Chaves, bem cedo. Aquelas piadinhas que sempre envolviam dor deixaram de ser engraçadas. Comecei a achar muito mais engraçado aquelas piadas de adultos, ou piadas que ficam subentendidas. Mas aí eu comecei a criar malicia e deixei de sre crianças.

Caraca! Será que rir da disgraça alheia faz parte de ser criança? Mas é claro que faz! XD

Ked, seu bobão!
=*
Anônimo disse…
Ah! Mas a desgra�a alheia nos diverte! O importante � rir da piada e nem levar a "sacanagem legal" a s�rio, sen�o perde-se o respeito por tudo...
huahuahauhauahuah

Valeu pelo coment�rio no blog.
E... mulher, n�o tem como ficar sem. O jeito � aguetar... Ela que me aguarde nas f�rias, discutiremos essa hist�ria de amizade!
huahauhauahuah
Abra�o.
Daysinhaa disse…
Hey...

Hoje eu cheguei da tua casa
e meu pai chegou mais tarde
ai ele tem 2 amigos (legais), um deles é o Japones e o outro é o Muka.
Estava meu pai conversando com o Japones.
Que ele vai trabalhar com o Muka em uma firma aleartória [...] <- insira o nome ali ahsuhasua.
o Muka (nao dirige bem e ja bateu o carro N vezes...)
Ai ele vai trabalhar na firma, depois eles vao vir aki em casa buscar o carro do meu pai...
meu pai vai dirigindo o carro dele e o Muka o carro da firma, ai o Japones olhou pro meu pai e indagou, mas e se o Muka bater o carro da firma??
Logo meu pai todo risonho responde: antes o da firma do q o meu! ahsuahsuashaushu

ahaaaaaaaa


yeah yeah
;)

Adoro
Eu torcia pro coiote e ainda acreditava q os produtos ACME existiam... aiai
Anônimo disse…
Nem li.

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